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Santos, Baixada Santista / SP, Brazil
Moro em Santo André por fins acadêmicos. Sou de Santos-SP. Parkour, "Slackline"(em corda), Calistenia, Culinária.

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sábado, 23 de novembro de 2013

2013 está acabando.

Vamos ao que interessa. Estou entrando no meu terceiro ano de engenharia, as dúvidas são muitas ainda, entretanto aos poucos a argila toma forma do vaso o qual sua ações ditam as curvas.

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A.D.A.P.T.

Participei da "2ª Temporada", por assim dizer, do programa de certificação de instrutores de Parkour, que é administrado pela Parkour Generations. Dei sorte, que caiu em uma das duas semanas que estava de recesso na faculdade, a greve foi boa por esse lado (risos), então não deu para perder a oportunidade.
Dividi um tempo com o Chris 'BlaneRowat(aka Fat Joe), Mr. Bruno Peixoto(aka Rachacuca) e os caras do grupo Dinamarquês 'Street Movement', o Mikkel Rugaard, o Peter Mollerup e o Michael Berggren, todos os anteriormente citados tem um papel de maior ou menor grau no programa para nos certificar. O que dizer sobre esse pessoal?
O Blane é o Blane, né? Não há muito o que dizer, ao menos tempo recatado e bem humorado, para citar as qualidades da pessoa que ele é, quanto as qualidades técnicas e de força física já temos muito material sobre na internet. Ah ia me esquecendo: ele é bem mais forte e preciso do que alguns vídeos mostram.
Rachacuca, agora morando em SP e como diretor da Parkour Generations Brasil, espero que continue com o bom trabalho que vem realizando e agradeço tanto pelas críticas, quanto por se prestar ao serviço de intérprete e de instrutor nessa edição do programa em terras brasileiras.
Se vocês procurarem por aí "Parkour Architect", provavelmente acharam um vídeo do canal Flow, no youtube, que apresenta o trabalho irado do Mikkel Rugaard, unindo arquitetura e Parkour. O cara é bom!
Com o Peter, infelizmente, eu não conversei tanto, mas me pareceu um cara bem humorado e firmeza.
Já com o Michael eu tive o prazer de, juntamente com o Pedro Felipe Bessa de BH, dirigir uma das estações no 2º dia do Rendezvous no Parque do Ibirapuera. Um cara criativo e de sorriso fácil.

Voltando ao programa...

 O programa para alguns, não familiarizados, é o A.D.A.P.T. (Art du Deplacement and Parkour Teaching). Foi uma experiência muito boa e que veio em boa hora para me ensinar mais sobre pontos importantes concernentes ao ensino do Parkour. Aprendi muito com meus erros e acertos e procurei fazer o mesmo com os erros e acertos dos meus colegas de turma.

Acredito que não só para mim, mas para todos que participaram foi uma espécie de marco, como um antes e depois de determinado evento. Eu, particularmente, sinto que amadureci um pouco mais com essa experiência.

Vez por outra é bom separar uns dias para passar treinando, aprendendo e refinando a capacidade de deslocamento e o ensino dessa capacidade com o auxílio e a crítica de pessoas que querem ver seu desenvolvimento.

Por isso, eu agradeço a todos que compareceram, tanto no A.D.A.P.T. como no 1º Rendezvous Parkour Generations Brasil. Foi de grande valia a vossa presença.

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Ciência sem Fronteiras

Estou concorrendo no Edital do fim de 2013 para o programa Ciência sem Fronteiras(CsF). Pretendo ir estudar no Reino Unido(UK), por um ano. Estou prestes a fazer o teste IELTS(International English Language Test System), isso me deixa empolgado.

Seria uma outra experiência interessante, viver um ano fora num fluxo de intercâmbio cultural muito intenso. Deve ser muito bom.

Se tudo der certo vou treinar com meu amigo gordo Duddu de Aracaju no segundo semestre de 2014 lá pelas ruas de Londres ou Glasgow, quem sabe até na companhia do Mr. Anderson Q. lá da UFABC. E, talvez uma volta no fim de tarde pela Champs elysees com a minha pequena irmã a Dri. Hahaha! Vejamos.

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Observações

Tenho aprendido mais sobre mim e sobre meu corpo. Sinto que preciso aprimorar um bocado de pontos que me incomodam sobre atitudes minhas. Algumas nocivas que se repetem como um padrão. Já passou da hora de começar a podar os galhos que não dão frutos e adubar a terra adequadamente.
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Capoeira

Entrei para a Capoeira como escrevi, anteriormente, aqui no blog. O horário é puxado, mas o treino é bom. Tem aberto minha mente para novas possibilidades de movimentação e isso tem influenciado diretamente as características dos meus movimentos nos treinos de deslocamento. Não sou nem eu que estou dizendo, mas quando converso com outras pessoas(pois sim, eu converso comigo mesmo, às vezes) elas mesmo perguntam se aquilo é capoeira ou se é parkour ou que modalidade é.
Eu respondo que misturo as coisas, mesmo porque pra mim não há uma barreira nítida entre uma coisa e outra. Apesar de saber claramente que não são exatamente a mesma coisa.
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Descobri que tenho ótimos amigos e que devo valorizá-los mais.  Tenho amigos muito criativos, amigos que me incentivam a fazer as coisas boas, amigos que me respeitam e reconhecem o valor da nossa amizade, amigos que sentem saudade e não tem medo de dizer isso e soar infantil ou homossexual, amigos que espero me enterrarem um dia e fazerem uma festa no dia para só lembrar das coisas boas e dar risadas das merdas e dos perrengues que juntos passamos. Não diria muitos, pois eles não são muitos, mas uma boa parte deles desfila mais de uma das características acima citadas.
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Eu não me proponho a saltar de um telhado todo dia, mas noto que a cada dia que me proponho fazer algo que exige um certo grau de sofisticação técnica e que exige do meu condicionamento, eu me sinto mais à vontade com essa condição de desafio. Diria mais, aprendo até a gerir melhor os riscos envolvidos e me acostumar a encarar novas questões numa escala diária.
Notei recentemente como a prática do Parkour, e a manutenção de uma mentalidade de desafios constantes acaba por moldar uma pessoa e como ela aprende a gerir riscos.
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Systema e 'O Guerreiro Pacífico'

Fiquei feliz, comecei a treinar Systema, uma Arte Marcial Russa. Muito do que é discutido e dito por Sócrates n'O Caminho do Guerreiro Pacífico vai de encontro com os princípios do Systema. Postura, Relaxamento, Respiração, Movimento. Mais tarde n'As Jornadas de Sócrates, muita coisa passou a se encaixar sobre o Sócrates de Millman e sua descendência Russa.

Começar a ver as conexões entre Sócrates, seu estilo de treino, seus princípios, os Cossacos e os princípios do Systema, foi uma enorme epifania pra mim, devo admitir. Me senti descobrindo um novo horizonte.
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Criatividade

Noto que estou entrando numa nova fase do treino de deslocamento. Tenho lançado mão com mais frequência da minha criatividade para "tirar leite de pedra" e transformar qualquer lugar num potencial pico de treino.
 Isso vai de encontro com algo que conversei recentemente com o Barolli. Sobre minha intenção de gravar vídeos parecidos com um canal que ele me mostrou. Vídeos curtos de tentativas e erros, mostrando todo o processo de tentar, analisar o resultado, adaptar a técnica etc para se quebrar um salto novo ou melhorar a movimentação por um certo percurso.
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IELTS

Recentemente fiz o IELTS(International English Language Test System) que é um teste de proficiência em língua inglesa. Achei bacana, não estudei muito para o teste e faz tempo que não estudo inglês. Apenas tenho mantido com conversas costumeiras entre amigos, cartas para colegas etc.


Por hora é só, se não nunca terminarei de adicionar coisas nessa postagem, que por sinal já está grande o suficiente.
sábado, 16 de março de 2013

Começo de 2013

Dei início a um projeto que tinha em mente já fazia muito tempo. Ainda está nos estágios iniciais, entretanto parece estar dando certo. Vamos ao que interessa.


Uma idéia que sempre tive foi dar aulas de parkour/condicionamento físico nos locais onde estou. No caso em questão, na UFABC. Já tentei marcar horários de treinos de Parkour(Técnico) ou exercícios focando no preparo físico. Nenhum havia dado certo até então.

De um mês pra cá comecei a conversar com um dos meus amigos (chamemos de Sr. Castro) da faculdade e questionando sobre treinos BW(Body Weight) chegamos a conclusão que seria bacana marcarmos treinos juntos. Conforme passaram os dias fomos vendo as grades de horários e estipulamos dois dias à noite durante a semana para treinarmos em parceria, no próprio campus de Santo André. Por acaso, resolvi avisar outros amigos sobre o treino e também pra não deixar passar batido, postei em alguns grupos do pessoal da UFABC sobre os treinos que iríamos realizar.

Resultado, primeiro dia apareceram 8 pessoas pra treinar. Confesso que, devido às minhas experiências anteriores, estaria bem feliz se ao menos eu e Sr. Castro fossemos. Minhas expectativas foram superadas em muito. Passei um treino mais leve, tentando englobar todos os presentes, assim sendo não desmotivando uns com exercícios difíceis demais e desestimulando outros com exercícios fáceis demais.

Acabei recebendo um certo apoio do pessoal da AXIS(Atlética XI de Setembro) da UFABC na divulgação e pra minha surpresa maior os treinos tem sido bem frequentados. Até agora o menor número de pessoas foram 7. Detalhe: Numa noite chuvosa, que nem eu mesmo botava fé que o pessoal viria pro treino, e isso que um dos membros não veio porque achou que na chuva num tinha aí acabou treinando em casa hahaha.

Além dessa iniciativa, que por si só já tem me mantido empolgado, realizei minha primeira aula indoor de Parkour na Tracer, a pedido do meu amigo Jean Wainer. Gostei bastante da oportunidade e da experiência em si.

Fora isso, faz um mês que estou frequentando as aulas de capoeira lá da UFABC. São de segunda e quarta das 23hrs à 01hr. Sim o horário não é o melhor, mas ainda sim é o que temos. Estou gostando vendo como traçar paralelos com o tricking.

Fora isso, descobri que com o tempo(45:58) que fiz nos 10KM Tribuna FM 2012 consigo largar no pelotão Elite B esse ano. Pretendo correr se tudo der certo.

Preciso melhorar minha alimentação. Não como porcaria, em verdade tenho comido quase nada e isso é um problema. E beber mais água.

O curso está começando a focar mais em tópicos específicos da engenharia. Tem seu lado bom e ruim.

Essas são as atualizações do começo de 2013.

Forte Abraço.

Pedro Ricardo 'Bronze'
domingo, 18 de novembro de 2012

Aprimoramento x Adulteração


Depois de um tempo sem postar no blog(quantas vezes eu não já falei isso?) estou de volta para a felicidade de quem lê(*cri... cri...*).

Desta vez venho através do blog postar uma espécie de carta aberta que tem por objetivo elucidar alguns pontos, com os quais já esbarrei em discussões com pessoas de dentro e de fora do parkour, conhecidos e desconhecidos, velhos e novos.

"Essa mania de querer treinar pra ficar sarado. De condenar as pessoas que são diferentes, que são gordas ou acomodadas. Cada um 'É DO JEITO QUE É'(guarde bem essa parte)."

Já me deparei com pessoas que falavam de bullying, que cá entre nós é algo que foi inventado bem recentemente, juntamente com algumas doenças, relacionando com casos extremos de chacinas em escolas e citando exemplos exdrúxulos tais como:

"O nerd não aguentou a pressão, comprou uma bomba e mandou a turminha dele consigo pelos ares."
ou
" A gordinha não aguentou ser chamada de gorda, fechou a boca e morreu de anorexia."
ou
" O gordinho não aguentou ser chamado de bolinha de queijo, começou a malhar tomar esteróides anabolizantes e foi a óbito."

Primeiramente, o efeito do bullying(considerando limites saudáveis) não é o de pré-selecionar quem aguenta fica, quem não aguenta se mata. Muito menos de ensinar as crianças a não mexerem com os colegas de turma, pois eles têm todo o direito de se sentir vítimias e aparecer com uma submetralhadora na escola e vender os colegas como queijo suíço. O papel do bullying, vendo deste ângulo, é o mesmo da tempestade para o carvalho ou do calor e das marteladas numa boa lâmina...É o papel de nos tornar mais resistentes, mas sem perder a beleza. Preparar para a vida adulta, onde levar na esportiva é essencial e jogo de cintura é uma habilidade que te diferencia.

Ao meu ver, quem sofre bullying se parar e pensar de outra forma se veria como alguém de valor maior. Tivemos de desenvolver habilidades para sobreviver aos primeiros anos escolares, contra esses ataques à nossa persona, alguns desenvolveram paciência, outros tolerância, outros força para quebrar a cara dos valentões ou das patricinhas. Enfim...se ponha no lugar de quem sempre foi o valentão ou a menininha bonita a qual todos querem cortejar. Que oportunidades você teve de desenvolver para aguentar as pressões externas? Você aprendeu a ser tolerante xingando os colegas e apelindando-os? Provavelmente não.

Vê que vendo assim há uma inversão de valores? Você que sofreu teve um ou mais mestres que te testaram e fizeram com que você se tornasse um ser mais resiliente. Um ser que dependesse menos de aprovação externa. Como se fosses temperado pelo bullying. Já o atacante? Quais foram suas provações? Que carga ele teve de carregar nos ombros? Que insultos ele teve contra si para poder parar, observar e compreender que eles são tão concretos quanto uma bolha de sabão.




Segundamente, que fique bem claro que não condeno cada um por ser do jeito que é. O gordo por ser gordo, o estudioso por ser aplicado aos estudos, o marombado por dedicar a vida ao treinamento, e nem do guerreiro que dedica o treinamento à vida. Entretanto levo comigo um conceito que penso ser importante tanto para si, quanto para as pessoas que nos cercam. O conceito é o da constante busca pelo aperfeiçoamento, através da lapidação do que somos em prol de atingir o que podemos ser. Transformar a pedra bruta na melhor jóia que se pode expôr numa vitrine. Seja ela um diamante, um rubi, uma esmeralda, ou até mesmo um pedaço de carvão, mas que com pressão pode ser transformado em um diamante, ou ao menos um ótimo grafite para escrever.

Penso que temos duas questões fundamentais aqui. Uma é o nosso eu, tratemos nós como sendo a persona(egóica[costumes, memórias, tradições, gostos]) ou como sendo o nosso ser mais interno, que está além das questões psicológicas(esse especificamente eu não penso que já tenha propriedade para dissertar sobre), além de gostos ou máscaras sociais. A segunda questão diz respeito a versão que somos desse eu. Podemos passar anos sem atualizar essa versão e funcionar precariamente sem saber o por quê desse desempenho que atingiu um plateau. Veja amigo leitor, que uma versão mais recente não altera na essência a função ou as características mais profundas de um programa ou aplicativo. Uma versão mais nova, geralmente é melhorada em inúmeras formas, quem sabe até com um novo layout para quem vê de fora.

Quando entro em discussões sobre essa mudança não estou preconizando que abramos mão da fraqueza para prezar pela força e no processo adulteremos o nosso cerne. Estou pelo contrário, procurando mostrar que esse cerne, enquanto nos for saudável e saudável a quem nos rodeia deve ser mantido intacto, entretanto as camadas superficiais(e até algumas mais internas como maus hábitos enraizados que nos fazem mal) devem ser analisadas e se necessário atualizadas ou deixadas de lado.

Cotidianamente existem muito mais vantagens em ser saudável, por exemplo, do que não o ser. Não só de forma egoísta, mas até para quem nos acompanha na jornada da vida. Se sou forte consigo me proteger das ameaças externas com bem mais desenvoltura do que se fosse uma versão minha não tão forte. Da mesma forma consigo proteger as pessoas pelas quais tenho estima. Se sou forte internamente consigo me proteger caso meu ego tenha tendências ao vitimismo e da mesma forma posso ajudar meus amigos e familiares que passam por uma situação difícil, pois tenho armas para ajudar a combater um ego perigoso. Se sou um bom ouvinte, ajudo quem me procura precisando desabafar. Se sou um bom cozinheiro posso me alimentar bem e prover às pessoas que estão próximas, uma boa refeição. Se sou paciente eu não gero diretamente problemas que poderiam ser evitados para quem está próximo. Se sei subir um muro posso ajudar alguém que precisa ou me ajudar. Se falo inglês tenho uma ferramenta a mais para absorver dos habitantes do planeta mais informação, mais experiências.

Não é mudar por conta do bullying, ou por quê eu preciso exibir um 'Farnese Herakles' no verão. Mas sim por quê isso é bom, por quê isso te torna uma pessoa melhor. Se você no processo ficar parecido com uma estátua grega ou se tornar uma pessoa mais agradável, não é porquê você quer agradar o externo a qualquer preço. Mas sim por estar se tornando uma versão melhor, que pode vir a agradar aos olhos de quem vê.

É possível ver que do que foi citado acima, nada necessariamente fará com que deixes de ser você mesmo internamente. Você está apenas atualizando o software, se tornando mais polido, mais sábio, mais forte, mais gentil, mais saudável, menos obeso, menos ignorante, menos triste. Não que essas últimas características sejam condenáveis, entretanto elas trazem menos benefícios para si e para as pessoas que você preza, do que malefícios. E elas não são você. Elas são apenas adjetivos atribuídos a você, adjetivos estes que podem ser mudados para melhor, por quê é melhor de fato.

"Eu bebo até cair, passo mal e dou problemas para as pessoas que querem o meu bem. Mas me divirto."
"É divertido ver a cara dos seus familiares depositando suor dos próprios rostos seja num curso que você faz, ou na carteira de habilitação nacional que você está tirando, para ver você abrindo mão da sua consciência em troca de meia dúzia de risadas? Se você acha isso divertido ou engraçado, bem..."

Carpe Diem? Certo, mas desde quando se preparar para possíveis e prováveis desafios perdeu a importância? Desde quando devemos viver para sempre o hoje, como se não houvesse amanhã?


Responsabilidade, é algo que está intrinsecamente envolvido com isso. Você começar a aceitar que se um dia alguém que você preza precisar realmente de você e você, podendo ter desenvolvido recursos para tal não o fez, então serás responsável em partes pelo que aconteça. Ao menos se não és responsável diretamente, carregas o peso de poder ter sido a bifurcação da estrada, poder ter sido o fator que alteraria o rumo dessa história. Isso tem muito haver com a mentalidade de dar sempre 100% de si para o que se faz. Dessa forma, se algo não der certo, você tem dentro de si que fez tudo que estava ao alcance, com todas as forças. É viver sem arrependimentos do 1% a mais que teria feito você "chegar lá".

Tudo isso tem haver com a responsabilidade que cada um assume para si. A parcela de culpa que cada um assume para si sobre o que se passa num determinado raio ao seu redor. Não está relacionado a deixar de ser você para ter um corpo escultural, não está relacionado a agradar quem está fora em prol de adulterar quem está dentro. Tem sim conexão com o aprimoramento do que se é, tanto para si quanto para nossas relações interpessoais. Uma pessoa polida, dedicada, agradável, é alguém com quem se quer estar, alguém que demonstra respeito por si e pelos outros. Que tem os culhões necessários pra erguer a cabeça e falar:

"Eu sou personagem nessa peça, o que eu faço define a mim e pode vir a definir o futuro de toda a peça."

Pedro Ricardo Bronze

Bronze é Prata nos 5000m do TUSCA 2012

Bom dia caro leitor,

Passando aqui para informar sobre uma das minhas 'conquistas'.

Participei do TUSCA(Taça Universitária de São Carlos) 2012. Corri como principal objetivo os cinco mil metros. Minha primeira experiência numa pista de atletismo e numa competição.

Corri com as sapatilhas da new feel, que tem um fino solado de aproximadamente meio centímetro e regular, sem partes mais elevadas (em calcanhares por exemplo). A pista não era das melhores, terra batida com pedrinhas por cima, menores que brita. A pista fica no campus da UFSCAR em São Carlos.

Campus muito legal, bem arborizado, principalmente se comparado ao da UFABC que ao meu ver é quase um câncer no meio da cidade(ou seria a cidade um grande câncer onde brota a UFABC?).

Corri com atletas da UFSCAR, CAASO(USP), UNICAMP, UFU, UFRRJ.

Consegui liderar com alguns metros de vantagem até por volta da 9ª volta se não me engano. Daí em diante tanto eu diminui o ritmo, quanto o atleta da UFSCAR começou a se aproximar e tomar a 1ª posição. Decidi não forçar pra deixá-lo como "coelho" nas últimas voltas. A última volta teve início e o sino tocou...400 metros....(a tensão aumentava, esperava por ele começar o kickdown)...300 metros....200 metros...(Cadê o sprint?!)...150 metros...Quando termina a curva final nos últimos 100 metros ele dispara e eu disparo junto, mas não consigo acompanhá-lo e ultrapassá-lo.

Resultado:
1º Colocado(UFSCAR): 18:25
2º Colocado(UFABC): 18:27


Estava parado fazia mais de um mês acho...Deu pra ter um desempenho regular considerando todos os fatores.

Não dormi direito na noite anterior devido ao barulho do alojamento, à falta de um saco de dormir o colchão e também falta de coberta, não jantei nada além de duas bananas e umas ameixas com amêndoas. Pensei que a competição seria no Sábado, mas o comitê organizador decidiu na noite anterior(tarde da noite) mudar para o dia seguinte e falou ao pessoal da AXIS(Atlética 11 de Setembro - UFABC) para simplesmente "avisar os seus atletas". Fomos com um time meio desfalcado no atletismo, mas ainda sim conseguimos participar do Atletismo.

Sem desculpas, 2º lugar é 2º lugar. Agora o que falta é trabalho duro!


Obrigado à todos que me apoiaram em presença na arquibancada ou à distância me mandando "boa sorte's", "abraços" e tudo o mais. Vocês tem um papel importante nesses tipos de momento.

Abraço forte à todos.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012

SUB-40(10k)

Benvenuto lettori,

Dia 19/08/12 corri na pipoca a 3ª Etapa do Campeonato Santista de Pedestrianismo(CSP). A prova se deu na Zona Noroeste. O asfalto da Av. Jovino de Melo me lembrou um chocolate choquito, só que no lugar de bolinhas crocantes de cereal eram pedrinhas que trituram a sola dos pés descalços. Apesar da temperatura um pouco mais quente e o asfalto que não ajudou, além das inúmeras curvas, consegui diminuir sensivelmente meu tempo em relação à 27ª 10k Tribuna FM - Unilus, de 46 desci pra 39 minutos, uma diferença de 7 minutos. Isso corresponderia a virar cada um dos dez quilômetros pra 42 segundos a menos.

Um reflexo dos treinos que realizei nesse período, penso que esse tempo pode ser diminuído mais ainda. Não estou 100% da lesão na panturrilha direita, portanto pretendo focar em me recuperar completamente e aí então começar a melhorar alguns aspectos que digam respeito a quantidade e qualidade das milhas que tenho nas pernas.

Esse domingo(16/09/2012) se dará a 4ª Etapa do CSP, a do 6º BPMI no canal 6. Sai de lá vai para a praia, prossegue até o posto 2 e volta para o canal 6. Não pretendo fazer tempo nessa prova, não quero forçar a panturrilha desnecessariamente.

Fora isso, recentemente, o fantasma do OAC veio bater em minha porta. Conversando com um amigo meu resolvemos estabelecer o seguinte compromisso: a cada mês vamos medir nosso progresso para o OAC e discutir como temos treinado e o principal, treinar 2x ou 3x por semana para a tal habilidade.
A idéia é não descansar enquanto não fizermos um oac pelo menos.

Fora isso tenho estudado italiano por conta própria por um livro que comprei num sebo de rua. Estou lendo "O julgamento de Sócrates" de I.F. Stone. Além disso, tirei minha Carteira de Trabalho hoje. Estou com um novo projeto em andamento, no qual ela será necessária.

Esse texto é de tom mais informativo e pra registrar alguns acontecimentos que servirão de motivo de piada da minha parte certamente, no futuro. (risos nasais)

P.S.: A principal necessidade de nossas vidas é alguém que nos obrigue a fazer o que podemos fazer. Eis a tarefa do amigo. Um forte abraço para os #TrueOnes, mesmo para os que não saibam que o são.
terça-feira, 17 de julho de 2012

Mochila nas costas(A primeira)

Com a greve nas universidades federais, fiquei teoricamente sem aula. Aproveitei o tempo pra pôr em prática algo que já estava querendo fazer já havia um tempo. A ideia era um mochilão. Nada muito grandioso, apenas o primeiro do que espero serem muitos, visitar uns amigos meus e do meu pai.

Com isso na mente um belo dia acordei e mandei algumas mensagens para minha irmã, que mora em Campinas. Depois de 15 minutos de ideias trocadas, já estava fazendo a mala e tomando meu rumo para a Rodoviária, com a Aventura como destino norteador da minha viagem.

E assim foi. A idéia era bem modesta admito. Dois ou três dias em Campinas e mais dois dias em Igaratá.
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Campinas

Rumo à Campinas, sai da rodoviária de Santos de tarde e cheguei à noite no destino.

Passei ótimas tardes e noites na companhia agradável da minha irmã Adriana e de Paulo seu namorado atual, as manhãs não digo tanto, pois tive de me adaptar à uma rotina um pouco diferente da minha. Dormir um pouco mais tarde e acordar também um pouco mais tarde.

Cheguei numa quinta de noite, e com previsão de saída pra Domingo, mais tardar Segunda-feira. O Domingo se transformou em Segunda da outra semana e o 'mais tardar Segunda-feira' se transformou em Terça-feira. Acabei ficando uma semana e quatro dias. Muito bem recebido acabei aceitando os convites de prolongar minha estadia pouco a pouco.
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Durante essa semana eu escalei em uma pedreira de Campinas com novos amigos, Deivison e Marina. Me diverti bem mais do que pensei que me divertiria. Ainda no mesmo dia, após a pedreira, fui com Deivison para uma academia em Hortolândia, próximo à Campinas, onde ele ministra aulas de escalada e slack, escalar numa pequena parede indoor. Teve slackline, conheci um pessoal da escalada no local.

Cansado voltei pra casa e durante dois ou mais dias lembrei de forma intensa que tinha antebraços.
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Durante o tempo de estadia em Campinas fui apresentado a uma dieta mais vegetariana do que estou acostumado e me interessei bastante. Minha irmã e seu parceiro prepararam belíssimos pratos que me satisfizeram não só ao paladar, mas aos olhos e as narinas.
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Tive uma vida cultural bem mais agitada do que estou acostumado também. Fui ao cinema umas 3 vezes(Para Roma com Amor, Sombras da Noite, Amor Impossível) e ao teatro uma vez, assisti a peça de teatro com direção do Jô Soares e Cássio Scapin(Nino do Castelo Ratimbum) como protagonista, O Libertino. Me diverti muito!! Um dos poucos contatos que tive com o Teatro desde pequeno e me interessei.
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Fui apresentado ao SwáSthya Yôga(Yôga Antigo) pela minha irmã, que já praticou durante alguns anos e parece estar voltando a praticar atualmente. Gostei da prática, me despertou um leve interesse.




E me fez pensar em como determinadas culturas desenvolviam seu preparo físico (com mais exercícios isométricos, por exemplo) e como as diferentes características refletem na forma física dos indivíduos de cada cultura. Já tinha participado de uma aula antes dessas, mas do tal de Hatha Yoga. Me pareceu pouco dinâmico e mais próximo de relaxamento pra terceira idade do que o Swásthya que envolve bem mais vigor e portanto concentração durante os ásanas, por exemplo. Ásanas seriam as posições que são mantidas em contração isométrica(paradas) e que exigem muita concentração.
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Além disso, passei dois fins de semana lá e minha irmã é sócia numa casa noturna(Barril da Máfia), inclusive foi indicada recentemente pela 4ª vez na Veja Campinas como (XXXXX perguntar dri). E bem...apesar de não ser um ser da noite...eu me diverti muito nos dois fins de semana que passei lá. Rock anos 80 às Sextas e Samba Rock aos Sábados. Um Staff muito animado, um amor de pessoa que comanda a cozinha, os seguranças usam chapéus de mafiosos. Confesso que me sentia numa cena de The God Father(O Poderoso Chefão) quando usei o chapéu e o sobretudo do meu amigo Deivison, o segurança mais gente fina de Campinas.(rsrsrs) Com ele que fui escalar e andar de slackline.

Obs.: Eu num gostei das sapatilhas tive de me virar com os pés descalços e com a chuteira. Pra quem já escalou tem idéia de como isso é um problema, a sapatilha é de grande ajuda eu senti, mas não suportei o aperto de uma número 40 nos meus pés 42.

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 Ainda em Campinas, fiz umas batatas recheadas uma noite na casa da Dri pro Staff lá do Barril. Acredito que tenha dado tudo certo. O pessoal diz ter gostado das batatas, alguns até me perguntaram informações mais detalhadas de como reproduzir o 'experimento'.
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Foi uma bela visita a casa da minha irmã, que com exceção de uma noite que visitei o bar dela em janeiro, já faziam uns 8 anos que não a via e trocava umas ideias, alguma inclusive que se repetem para ambos os irmãos (rsrs). Confesso que fiquei impressionado com o preparo físico e disposição dela! Só faltou ter ido escalar conosco, por que slack ela foi e andou tranquilamente! E ela já não é nenhuma adolescente! (Espero que ela não esteja lendo HAHAHA!)

Terça-feira, uma semana e meia depois de ter chego em Campinas, parto da Rodoviária cedo agora com destino a Igaratá, entre Campinas e São José dos Campos.
Chego no km 23 da Rodovia Dom Pedro I, lá pelas 10h40, e embrenho por uma estrada de terra em direção à casa de Fernando Adam, próxima a represa de Igaratá.


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Igaratá


Chegando lá fui bem recebido por um velho amigo do meu pai. Fernando Adam, é um adolescente de 74 anos que anda (rápido), rema em sua canoa para visitar seus amigos que moram próximos as margens da Represa de Igaratá. De origem Belga, fala Francês, arranha muito bem o Português e também o Inglês. Vive numa casa simples, porém aconchegante em meio à muitas árvores e próximo à margem da mesma represa. Faz reparos em veículos aquáticos e de vez em quando constrói canoas. Tem um conhecimento razoável em muitas áreas do saber.

Vivi boas experiências aqui.
Cortei árvores caídas com uma serra elétrica durante o dia...

...para ter lenha na lareira durante a noite.












Ouvi algumas histórias de vida de alguém que já tem quase 4 vezes a minha idade e provavelmente mais do que esse número de vezes em vivências. Algumas histórias sobre o meu pai, outras sobre o próprio Adam.
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Numa das noites fomos visitar Gafanhoto, que ministra aulas de tai chi chuan num spa da região. Um cara muito tranquilo e de sorriso fácil. E Zacarov (Zaca), um cuteleiro da região, produz lâminas para facas, cutelos, punhais e também talheres em geral.
Fernando se mostrou bem preparado ao remar por volta de 2000 remadas para chegar na casa de Gafanhoto e mais 2000 na volta. Eu confesso que tentei remar, mas não tenho essa habilidade bem desenvolvida, então não raro remava forte demais e a canoa perdia o sentido original.
Nessa visitar fomos no fim da tarde, na volta, o céu estava todo estrelado e dava pra ver distintamente o cinturão de estrelas que constitui a Via Láctea cortando o céu de lado a lado. Como se isso já não fosse o bastante vi de soslaio um meteorito, vulgarmente apelidado de Estrela Cadente. E mais adiante quando esse espetáculo já tinha passado eis que surge a lua cheia e imponente no céu.
Um momento que me pareceu mais incomum do que os outros momentos da vida. Dentro de uma canoa, numa represa, sem luzes, com as estrelas como teto e, posteriormente, a lua cheia como fonte de luz ao som das remadas. Abaixo o reflexo do espetáculo nas águas escuras e tremeluzentes que formavam um espelho irregular por baixo da canoa.

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Minha dieta se reduziu principalmente a macarrão nesses 3 dias que fiquei na casa de Adam. Tomei café, coisa que não tomo, sequei roupa na lareira e auxiliei em alguns reparos em uma velha lancha de um cliente de Fernando. Segundo ele está se reerguendo pela 5ª vez na sua vida, como ele tem planos de viver até os 100 anos, bem...ainda há tempo! Um corpo antigo mas parece bem cuidado e um espírito que congelou no tempo. O que seu corpo tem de primaveras, seu espírito parece não ter metade, incansável, sempre buscando conhecer mais, lê muito, está sempre aprendendo coisas novas, é autodidata. Já desenhou projetos de arquitetura sem nunca ter tido uma aula sobre o assunto. Discute de Filosofia, Religião e Política, de forma tão vasta quanto o faz com Eletrônica, Nanopartículas ou Biologia. Tem um gosto especial sobre a Formação do Universo e a Origem dos Seres Humanos na Terra e suas inúmeras teorias e hipóteses.
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Me ressaltou a importância da criatividade e do poder imaginativo de você conseguir reproduzir mentalmente maquetes, gráficos, circuitos, paisagens, modelos. Além disso do processo criativo mesmo, de abordar problemas iguais com soluções diferentes e livres de preconceitos, para que assim possam se formar novos conceitos de solução para um mesmo problema.

Outro ponto, ele contou a história de um professor dele que havia lhe ensinado a deixar a mente trabalhar nos problemas. Em vez de ficar batendo de forma improdutiva em um determinado problema, ele mostra que uma solução cabível é simplesmente observar a situação que se tem, em silêncio, e deixar que a mente se foque naquilo sem tentar mudar nada enquanto se pensa na solução. Só então agir.
Pare   .    Observe   .   Pense   .   Aja
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Conclusão gastronômica

Aprendi que não devo mais falar o que vai nas comidas que preparo, certas pessoas tem muita frescura quanto aos ingredientes e acabam atrapalhando a vida de quem quer cozinhar. Deve-se fazer e servir o alimento se a pessoa quiser comer bem, se não frita um pão e come com ovo. Falar que vai cebola ou maionese em um alimento é arranjar intriga com algumas pessoas sensíveis que comeriam o produto se não soubessem os ingredientes.
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"Aprenda como se você fosse viver para sempre. Viva como se você fosse morrer amanhã."
Mahatma Gandhi


Pedro Ricardo Bronze
quinta-feira, 12 de julho de 2012

A 'Atenção'


Ao mesmo tempo o mínimo que se espera de alguém e ainda sim uma das mais nobres formas de se mostrar respeito por alguém.

Quando puxamos assunto ou o assunto de nós é puxado, geralmente tentamos atraí-la. Podem denotar belos adjetivos a ti, e te encher de ouro, entretanto com nada poderás comprá-la. Alguns sociopatas matam por um pouco dela. Muitas mulheres saem a noite a caça dela. Relacionamentos ruem quando essa não se faz presente.

A doce e tentadora 'atenção'.

Digamos que é um presente que todos podem dar, e ao mesmo tempo uma habilidade que pode(e deve) ser desenvolvida por todo e qualquer ser vivente se quiser manter um bom grau de aproveitamento ao longo da sua existência física.(havendo ou não existências de outros gêneros)

Já é praxe que em reuniões importantes a atenção não deva faltar a nenhum dos membros. Uma mente dispersiva que não consegue se atentar aos detalhes ou que não é polida ao ponto de discernir as nuances do objeto em questão é sinal de fraqueza interna e desrespeito com o restante das partes envolvidas.

É um presente simples, muitas vezes simbólico, mas ainda sim um dos mais belos. Em alguns casos dar atenção é um presente, uma forma de respeito e consideração com alguém. Em outros é a melhor postura em relação à vida, para aprender ao longo da existência e, de fato, existir de forma intensa.

Lançando mão de práticas meditativas, yôga, artes marciais ou atividades físicas em geral, alguns tentam alcançá-la. Uma das melhores definições que vi até hoje para esse tipo de estado de espírito é:
"Não é ser superior numa esfera comum, mas sim ser comum só que em uma esfera superior."

O desatento é o tipo de pessoa que não faz nada, paga o pato e ao cabo não sabe o por quê de sofrer as consequências das turbulências num relacionamento, seja uma amizade ou um(a) parceria sexual. Isso claro, até parar e passar a prestar atenção no que o rodeia, ou melhor, no que ele rodeia(desatento e egocêntrico aí é apelar um pouco).

A única coisa que podemos nos apegar penso. É o foco no que está acontecendo. É a consciência ampliada para o que acontece a cada momento, a cada piscar de olhos. É sentir a respiração e como ela se relaciona com cada estado emocional do ser...

Tenho tido contato com o SwáSthya Yôga. Parece uma boa prática. Tanto meditativa quanto de fortalecimento de tendões e músculos, fora o ganho em mobilidade no corpo.

Que você aprenda com meus erros, para não ter de cometê-los de novo.

Pedro Ricardo Bronze
segunda-feira, 16 de abril de 2012

"Bronze como você fez a mudança de tênis pra descalço?"

.."Bronze, como você conheceu a corrida descalça?", "Ou, de onde você tirou isso de correr descalço?","Como você começou?"

Devido à algumas perguntas desse gênero eu decidi responder com esse texto que escrevi num dos grupos que frequento no facebook sobre o assunto:

"Eu comecei a escrever um blog por conta de uma lesão que tive quando comecei a correr. Eu comecei correndo demais, corria 6 km sem ter corrido antes na vida e treinava parkour em seguida(saltos especificamente). Apesar de não ser sedentário, eu não tinha o preparo necessário pra correr isso.

Hoje vejo: Há males que vem para o mal, mas alguns vem para o bem.
Talvez se tivesse continuado a correr de tênis sem me machucar teria me lesionado mais seriamente.

Voltando, fiquei meio desanimado, mas a lesão(Tendinite Patelar) o que não me deu de trabalho físico direto, me deu de trabalho intelectual indireto. E comecei a parar e refletir sobre o que fazia e minha abordagem, passei a percerber a importância de um condicionamento físico de nível bom, com tendões bem preparados e posterior músculos.

Mas já não almejava a corrida, nessa época eu evolui bem em termos de parte superior do corpo. De fato até minha postura e ombros mais largos eu passei a ter com o tempo fazendo barras 3x por semana sagradamente na praia.
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Um bom tempo depois ainda postando no meu blog. Eu via uns amigos meus do parkour São Paulo e outras regiões treinando descalços, NÃO achei loucura, passei a me perguntar: "Mas faz sentido, afinal quando pulamos e quando aterrisamos uma das articulações mais importantes envolvidas em ambos os processos é o tornozelo e que se encontra flexionado e não com o calcanhar chapado no chão...

Entretanto não foi nada que consideraria uma epifania na época. Era algo que observei apenas sobre o pessoal treinar parkour, nada mais. Não lembro exatamente onde, nem lembro exatamente "por quê", mas entrei em contato com a corrida descalça. Acredito que tenha sido bem antes disso, mas só no final do ano passado que comecei a pensar em correr descalço e começar a correr vez por outra, tipo uma semana sim, duas não, aí dava vontade corria de novo.

Até que li o livro "Born to Run"(em português "Nascido para Correr") fiquei simplesmente fascinado, enlouquecido, entusiasmado, extasiado, e não acreditava como aqueles índios do méxico central corriam distâncias que deixavam qualquer maratona do mundo contemporâneo no chinelo (no caso deles na Huarache). E cada página que lia do livro( que por sinal eu li numa livraria, cada vez que eu tirava o livro da pratileira e sentava no banquinho eram 80 páginas que voavam) me deixava mais empolgado, dava vontande simplesmente de sair correndo sem rumo(à la moda Forrest Gump).

Então comecei a correr descalço com mais frequência: Um dia sim 5 dias não mais ou menos.

Senti umas dores fortes na panturrilha, afinal não tinha a técnica adequada ainda, só a vontade.

Aos trancos e barrancos pesquisando achei o livro "Barefoot Running Step by Step" do Ken Bob Saxton e Roy M. Wallack. Esse sim sou eternamente grato por ter conhecido. Aprendi e aprendo muito sobre pequenos detalhes técnicos que mudam quase que imediatamente os sintomas de problemas ao longo de uma corrida.

Aí então você me pergunta: "Como você fez a transição?"

Bem eu nunca fiz essa transição de uma forma passível de se contrastar bem delineadamente. Eu gosto de andar descalço, inclusive vez por outro vou descalço para as aulas da faculdade. Em treinos de parkour, gosto de tirar os tênis e sentir um pouco o chão.

Tanto me equilibrando na corda quanto em pisos naturais(grama, areia, terra, lama) pra mim é uma heresia tocá-los com sapatos.

Só esse fato de andar descalço vez por outra, acredito que tenha me ajudado grandemente no preparo de alguns músculos dos pés. Fora isso, no parkour, a panturrilha é muito usada, em saltos de precisão(salto parado de um lugar para o outro) na corrida, nas aterrissagens enfim numa gama de movimentos. Esse foi outro fator que também acredito tenha sido relevante no meu preparo e na "transição".

Agora você talvez pergunte: "Então como devo proceder?"

Na literatura, por exemplo, de um dos mais renomados gurus mundiais do Barefoot Running, o Ken Bob, ele fala de largar os tênis de vez. Entretanto, como você não tem o preparo, deveria começar com 200~300 metros por vez de corrida descalça e aumentar coisa de 50 metros a cada semana(correndo 3x/4x na semana). Até atingir uns 500 metros, aí então começaria a adicionar 10% semanalmente. Claro, eu recomendo fazer isso, e com tato, pode ser que você vá mais lento que isso. Muito mais rápido eu num creio, afinal devemos ter paciência e não perdemos muito por progredir lenta, mas constantemente.

Pedro Ricardo Bronze
"
sábado, 14 de abril de 2012

Relatório sobre o Barefoot Running

Percebo cada vez mais a importância que devemos dar ao aprender a técnica adequada da corrida descalça.

Se não prestarmos devida atenção ao início, tanto correndo pouco, quanto prestando atenção nos pequenos detalhes dos movimentos podemos sofrer grandes problemas a curto e longo prazo.

Essa semana mais do que em outras percebi ao longo de alguns dos meus percursos, como uma alteração num pequeno fator pode mudar quase que de imediato dores/problemas na mesma hora que você começa a sentir seus efeitos.

Dobrar mais joelhos, forçando assim menos as panturrilhas e relaxando-as.
Não se empurrar pra frente, apenas impedir que o corpo caia no chão, pondo um pé após o outro em passadas curtas.
Dobrar os joelhos erguendo os pés pra cima e pra frente, utilizando melhor o sistema mola das pernas.
Relaxar os ombros e soltar mais os braços.

Esses foram detalhes que senti na pele e que lembrei de ter lido na literatura da corrida descalça.
terça-feira, 3 de abril de 2012

Insight sobre a Corrida

Percebi agora conversando com um amigo meu de longa data, Bek Aruquipa, uma curiosidade que me trouxe um insight acho.
Bek: "e tu como tá de treinos?"
Bronze:"tô treinando calistenia em casa(...) fora isso tô correndo pra fundismo..."
Bek: "CARALHO!!!!!!! QUE FODA!!! ADORO CORRIDA MANO!! corrida é tudo!"

Depois de conversar um pouco e dar boas risadas, fora citar um documentário "Pilgrimage" do TK17, parei pra pensar. Meus treinos de "parkour" não são algo tão rotineiro. Mas ao mesmo tempo eu tenho corrido rotineiramente, e veja bem, uma das habilidades mais básicas do ser humano é correr. E justamente por ser assim é a que melhor determina o nível de um atleta, de uma forma geral. Sua capacidade de correr é algo que de fato faz a diferença diariamente em inúmeras situações, de não perder um ônibus, pra não ter de correr quilômetros, à não ganhar uma faca nas costas ou perder uma carteira.

Como eu tenho sustentado e não é de hoje: "Uma das maiores provas de parkour que acontecem anualmente e em quase todos os países são as maratonas. Em nenhum momento foi dito que são necessários muros para se fazer um percurso. Pelo contrário, a grande maioria dos percursos que você vai encontrar ao longo da sua jornada serão justamente os pouco apreciados: Espaços Vazios. De calçadas vazias sem um muro, à
s avenidas largas das metrópoles, à vastidões de planícies, aos vazios sem fim das praias."

Onde quer que você vá você vai encontrar espaço vazio. Por quê então essa repetição incessante de subidas de muros buscando a perfeição? Por quê essa polidez do movimento... no obstáculo?

Seríamos tão audaciosos à ponto de inverter a ordem da equação? Quando vemos dois espaços vazios e um muro, olhamos para o muro como o obstáculo. Entretanto o que tem antes dele? Sim, exatamente isso. E o que tem depois? É a mesma coisa: "Empty Space"(Espaço Vazio).

Será que por que pensamos que as únicas pessoas que perseguiremos e que viram à nos perseguir serão pessoas que saberão pulas muros e não saberão correr?
"Pra quê treinar corrida? O que importa é que quem vai me perseguir sabe pular muros então devo lapidar minha técnica do muro. Corrida? Pfff, o cara sabe pular muros, correr ele não sabe!"

Percebe o que fiz? Percebe a inversão? Quantos de nós mortais dominam uma técnica eficiente de pular muros? Agora quantos de nós sabem correr? See?(Vê?)

Treinamos e lapidamos incessantemente uma técnica que não tem motivo para ser treinada à tal nível, se antes disso, uma habilidade que nos é comum à todos e que muitos de nós treinamos é negligenciada.
Ou você pensa que apenas um praticante de parkour que pula muros bem e corre mediocremente será seu(ua) potencial lobo/ovelha?
Em termos de probabilidades faz muito mais sentido treinar para corrida do que pra pular muro. Se você souber ainda que mais ou menos escalar um muro com certa facilidade, bem isso é o suficiente pra te pôr a frente de muitas pessoas numa situação de risco. Entretanto se você não tiver uma boa técnica de corrida e um bom condicionamento cardio-vascular, sinto te informar meu caro, mas você não vai ser um sobrevivente num apocalipse zumbi. "A vala é logo ali, encomende sua vaga!"

Eu estou aqui hoje, mais por conseguir correr do que por conseguir saltar. Voltando aos primórdios quando meu corpo físico estava para começar a se formar, a parte de mim paterna, ganhou a corrida entre milhões de concorrentes. Todos vestidos de branco com seus longos rabos e suas mitocôndrias, corriam como loucos. E quem chegou o fez por desfilar uma gama de características que o tornou superior aos demais, ainda que uma dessas características seja a sorte.

A sorte sorri aos mais bem "preparados" e não aos mais "adaptados".
Preparo no sentido de você ter uma gama de habilidades que te permite sobreviver sobre diversas circunstâncias.
Adaptado no sentido de você conseguir tirar o melhor proveito do ambiente à sua volta, entretanto não necessariamente você está preparado.

"Um peixe está muito bem adaptado ao seu ambiente, consegue extrair oxigênio dissolvido da água, nada com gasto de energia baixo(eficiência energética). Entretanto não consegue andar fora da água se se fizer necessário. Já um homem por exemplo, consegue tanto nadar quanto correr, como também saltar e escalar. Nesse ponto ele tem uma gama maior de habilidades no que diz respeito à sua movimentação. Fora os recursos internos de preparar fogueiras pra evitar o frio, e construir abrigos, por exemplo."

Acima, percebemos a diferença entre alguém que pula muros, mas não necessariamente é forte pra resistir à uma gama de situações que podem vir à tona e alguém que talvez não pule muros com tanta maestria que o primeiro, entretanto no balanço geral se destaca anos-luz do primeiro.

Retomando uma parte do texto e indo um pouco mais além: A corrida é uma homenagem aos nossos antepassados. Correr é celebrar a maior das batalhas de nossas vidas, a maior maratona de todos os tempos, a mais excitante(para nossos pais), e mais alucinante guerra que já lutamos e provavelmente que lutaremos: "A corrida pela fertilização do óvulo."(gozada frutífera)


"Que o seu caminho tenha obstáculos para que assim eu me entretenha tanto com a jornada, quanto com o resultado, afinal se por ironia do destino seu caminho não passar de um vazio não terei o entretenimento do último, já o saberei de antemão."



Pedro Ricardo Bronze
terça-feira, 27 de março de 2012

Correndo Descalço por Pedro Ricardo Bronze

Já faz um tempo desde a última postagem...

Não faz muito tempo, comecei a treinar corrida, descalço.
Pra que acompanhou meu blog no início, um dos motivos de o começar a escrever foi o de ter tido uma lesão, justamente, ao longo de uns treinos de corrida, mas que me atrapalhou no parkour.
Quem já viu meu blog, um bom tempo atrás sabe que eu tive uma inflamação no tendão patelar(tendinite patelar) justamente por correr...demais. Nunca tinha corrido na vida e comecei logo com 7 km pra mais, seguidos de treinos de vaults com precisões etc.

Resultado: Meus tendões patelares gritaram. E eu me silenciei em luto...

Um longo tempo depois...

Não me lembro exatamente por que, mas comecei a procurar sobre corrida descalça. Provavelmente por relacionar anteriormente à treinos de parkour descalços e assim foi.

O que me levou a ler um livro no fim do ano passado/começo desse ano, chamado "Nascido para Correr" do autor Christopher McDougall. Diga-se de passagem, ia a livraria, pegava o livro da prateleira sentava numa cadeira e lia durante 3 à 4 horas seguidas quando muito. O livro estava e ainda está na faixa de 50 reais. Adquiri-o uma bela tarde andando com meu tio num daqueles centros de vendas de coisas usadas para beneficência, por R$15. No livro o autor autobiografa uma parte de sua história no mundo da corrida descalça, na minha opinião de forma emocionante e envolvente. Você começa a ler e não dá vontade de parar. O autor viaja para o México pra região do "Vale do Cobre", depois de se decepcionar com lesões por correr calçado, rumo ao desconhecido na esperança de achar a tal lendária tribo dos Taharumaras. Uma tribo que sobreviveu aos ataques dos colonizadores espanhóis na América Latina, fazendo apenas "uma coisa notável"(parafraseando Johnnie Walker): keep running (mantenha-se correndo). Enquanto as outras tribos se degladeavam, os taharumaras apenas...corriam. Mulheres, Idosos, Crianças, Adultos, todos sem exceção e sem choro nem vela. Até atingirem a última fronteira aos conquistadores. Um vale tão 'arretado' que eles pensaram que não valeria a pena ir atrás dos índios.

Ao longo do livro ele nos revela mais sobre a história e cultura deles. Além disso, pra não ficar muito romanceado, e para os céticos terem um pirulito pra chuparem enquanto lêem sobre tamanha "heresia"(que é correr descalço), o autor cita grandes pesquisadores, treinadores, atletas do mundo todo e de várias épocas.

Esse livro me fascinou de tal forma que a cada capítulo que se passava mais vontade tinha de sair correndo como o "Forrest Gump" fez em seu filme.

Devido a esse livro achei outro em formato de e-book o "Barefoot Running Step by Step" dos autores Ken Bob Saxton(Barefoot Ken Bob) e Roy M. Wallack. O segundo muito conhecido no mundo das corridas e o primeiro, considerado por muitos uma das maiores autoridades, atualmente, no assunto Barefoot Running(Corrida Descalça). O livro é meio que um manual, que conta com capítulos explicando os "por quês" da corrida descalça, os "por quê não's" da corrida calçada, além de algumas boas páginas sobre a parte técnica do estilo descalço de corrida. Fora isso também cita ao final, inúmeras personalidades, muito além dos famosos mais conhecidos:

- Abebe Bikila, primeiro Sub-saariano a conquistar o Ouro Olímpico e o fez em duas edições das Olimpíadas Modernas. A primeira descalço. Detalhe: Não sabia o que era corrida até os 24 anos de idade e foi convocado de última hora pra representar a Etiópia, era ele e mais nove.
Atentos para o fato de que: "Bikila completou a prova quatro minutos antes do segundo colocado."
- Zola Budd, fundista, quebrou duas vezes o recorde Olímpico feminino dos 5000m e duas vezes campeã do Mundial de Corrida Cross Country.(Feminino). Treinava e corria descalça.

Um livro que recomendo pra quem tem interesse em começar a correr, lá ele passa sabedoria adquirida ao longo de mais de 20 anos de corrida descalça e que pode te poupar de muitos 'erros Crassos' que você possa vir a cometer.

....só sei que foi assim! Tenho corrido 3x por semana percursos que variam de 3,5 a 5km de distância, descalços em marginais de Santo André. Estilhaços de vidro, pedras, britas e outras miudezas são constantes no percurso, não precisei parar nenhum dia por conta de escoriações, bolhas, calos, dores articulares ou dores tendinosas. E faço isso acompanhado de corredores calçados.
Depois que me descalcei, percebi que não gosto mais dos tênis pra correr e muitas vezes nem pra andar. É como usar um agasalho grande e quente num dia de calor ou para tentar abraçar alguém, é um inferno, você não sente nada. É como pôr luva para tentar sentir a textura de uma pluma. Inclusive tenho treinado parkour descalço, sempre que posso(alguns muros são muito ásperos e rasgam a sola aí fica menos viável), quando não posso opto por uma chuteira de solado fino e baixo, não mais aqueles "tenões" com salto. Que horror, hoje sinto o peso que aqueles calçados tem.

Me inscrevi pra "27ª Edição dos 10 km A Tribuna FM" que se dará dia 20 de Maio. Confesso que estou empolgado e ao mesmo tempo apreensivo pra não exagerar nos treinos.

Tenho interesse em começar a correr mais e mais rápido conforme o tempo passar.


Filosoficamente,

Pedro Ricardo Bronze.
sábado, 27 de agosto de 2011

Atenção

Lembrete essencial:
Não permita que as distrações cotidianas façam de você um zumbi, que quando ouve, não escuta o que te dizem e que quando olha, não vê o que te mostram.

É buscando a perfeição que alcançamos a excelência, não é mesmo?

Como podemos permanecer no Satori constante se nosso treino é baseado em horas a fio nos distraindo do que importa. Entre observar telas e utilizar/ingerir substâncias, treinamos o "não-foco", treinamos a 'reação', e não a 'ação'.

Quando que um cachorro latindo aprendeu a miar?
Me diga se ao saltar 1000 vezes de forma errada estarás aperfeiçoando a forma correta e buscando a perfeição?
Se ao agirmos de forma impaciente, estaremos nos tornando mais destros na paciência?


Pelo mesmo princípio se nos focamos no "não-foco", na "não-atenção" a cada momento, a cada golada de ar que puxamos pra dentro do pulmão, jamais pavimentaremos a estrada para a atenção plena ao que ocorre à nossa volta.


Talvez nesse formato facilite a compreensão:

-Negligenciar a atenção ao que nos rodeia, é negligenciar o que nos rodeia.
-O que nos rodeia são nossos amigos, nossos corpos, nossas ações, nosso caráter, nossa saúde.
-Esse conjunto de coisas são parte da nossa vida. Uma grande parte dela, por sinal.
-Negligenciar uma parte dela ou ela toda, constitui negligenciar nossas próprias vidas.
-Portanto negar uma parte ou o todo só difere em grau, mas não em qualidade o "viver não-plenamente".
Negar a vida não te soa familiar? Sim, suicídio, isso é suicídio e este é crime inafiançável previsto em lei, com pena de morte. E pior, é falta de respeito com os outros. Pense nisso.

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Mais além, quando digo uma mensagem:
"Eu fui ontem ao parque e a um restaurante, uma volta pouco cansativa e muita comida de qualidade."
Eu quero dizer exatamente o que eu disse acima.
Se lido com alguém que não presta total atenção ao que está acontecendo no agora, a mensagem entendida pode ser:
"Eu fui ao parque, uma volta cansativa e muita comida."

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Já imaginou isso num cenário maior? Não só em conversas 'corriqueiras'.

O quão desagradável é você se dedicar a manter um nível de atenção elevado, e essa pessoa ouvir metade do que você fala, ver metade do que você mostra e, por conta disso, acaba por não sentir nada e compreender menos ainda?

Você escolheria como mestre para ensinar algumas coisas a seu filho um sujeito que ensina lições pela metade, que presta atenção em algumas coisas que seu filho faz e outras não? Por quê então você espera que alguém aprecie um pessoa que não presta atenção ao que ela fala?


Isso é o que por insight eu COMPREENDI(entender e compreender são coisas diferentes), acho que a essência d"O Guerreiro Pacífico" e do Clube da Luta(Lembra da cena em que o Tyler joga soda cáustica na mão do "outro Eu" dele, chamar a atenção pro momento presente, pro que ocorre a sua volta e negar o escapismo [meditação guiada], que podem também ser representado pelas distrações diárias).

Todas essa telas de celulares, computadores, televisões, mp3 players nos deixam aptos a nos distrair com facilidade da esfera visual. As músicas em mp3 players, muitas vezes repetidas e repetitivas em si mesmas, nos ensinam a REagir, a REpetir, nos tornam zumbis enclausurados dentro de nossas mentes e vulneráveis as surpresas que elas nos reservam.

"Que merda velho, planejei durante meses esse passeio e agora tá chovendo *horas se martirizando* Affff. Acabou com minha vida."(A sua mente aprendeu a num gostar de chuva e, por conta disso, você, tal qual uma criança birrenta, sofre incessantemente.)
Os doces muito adocicados, os salgados muitos salgados, as bebidas, as drogas, não se procura alegria, não se procura diversão, não se procura sabor, textura, "consistência", só é procurado o prazer momentâneo, o prazer até o efeito do destilado cessar.
Veja, o problema não estão nessas coisas, mas como são abordadas. Você ingeri uma batata frita e sente o sabor dela plenamente ou simplesmente enche o latão e quando menos espera:
"Ohh, lá se foi a Batata Grande do CrapDonald!"
?

Um agravante é que isso constitui uma auto-lavagem cerebral! É ruim ser forçado a pensar de uma certa forma, entretanto muito pior é quando você se faz essa lavagem cerebral e não se dá conta. Pense nisso.
Formas de se escapar do que é real, do vivo, da energia, da sinergia, em último caso, da vida. Os vícios são casos extremos desse tipo de suicídio cotidiano que é visto nas ruas e aceito como algo que faz parte da vida.

Fora que as pessoas perdem a graça, se tornam previsíveis. Depois que você entendeu o cheat do jogo você só repete e espera o prêmio sem mistério. Perdem o espírito de "navegador", aventureiro, perdem o "surpreenda-me". Justamente o que te difere de uma máquina, a imprevisibilidade, a inconstância.

Por isso, meditar é importante. E não só meditar sentado no zafu, mas aprender através do meditar específico, o meditar amplo.

O que separa a esfera comum da esfera superior não é ao que seus indivíduos se referem, mas sim como eles se referem à essas coisas.

Primeiro, você não foca nada.
Segundo, você aprende a focar em uma coisa apenas.
Então aprende a aplicar essa regra para todas as coisas separadamente.
Por fim, aprende a aplicar o foco a todas as coisas simultaneamente.
Você percebe(percepção) a vida plenamente.

Assim uns indivíduos vivem completamente desligados até do que julgam estar focados.
Enqüanto, outros indivíduos vivem ligados completamente até no que julgamos estarem desfocados.
Disse ligados, não pilhados. Entenda a diferença de uma mente atenta e uma mente pilhada.

E o controle? Você controla bem seu corpo? Bom! E sua mente? De que adianta se assim que você termina o movimento, o percurso, a travessia, a corrida, sua mente torna a encher a si mesma de pensamentos de baixa qualidade? Pense nisso.

Obs.: Esse não é um dos meus bem-estruturados textos, foi meio que no 'fluxo de consciência'.


Pedro Ricardo Bronze
quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Red Bull e a Arte do Movimento.

Red Bull utiliza-se da Arte do Movimento(AdM) pra se promover.
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A Red Bull distorce a idéia inicial da AdM.
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A Red Bull ao distorcer a Arte do Movimento, acaba por distocer o Parkour e/ou o Free Running.
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Logo quem utiliza-se da Red Bull para sua promoção é algo que não mais a AdM.
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A Arte do Movimento não se promove utilizando-se da Red Bull, portanto.
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A AdM não distorce a Red Bull para sua promoção.
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Uma vez que se ela é distorcida pela Red Bull, ela deixa de ser ela para ser outra coisa qualquer.
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Logo a Red Bull propaga o produto da distorção da AdM, e além de não promover a idéia inicial, ainda contribui de forma negativa. Tendo em vista, que apesar da AdM não ser mais a idéia passada, ela responde por ela, pois atribuem o mesmo nome a coisas diferentes.
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É como um carro clonado, toma todas as multas, mas quem as recebe e arca com as consequências é o proprietário do veículo original:

"AdM então é os caras se matando pra ganhar uma competição girando que nem loco? Num tem um fundamento? Bem que falam que é coisa de desocupado, nem valores tem..."



A comunidade da Arte do Movimento mundial não ganha nada com esse evento se uma ou ambas as idéias são distorcidas. Uma vez que a soma delas,(Parkour+Freeruning= Arte do Movimento),se é que são coisas distintas, é alterada quando um dos fatores é alterado.


Como disse, aqui escrevo o que quero, pode parecer óbvio para alguns, nem tanto para outros. Adicionar algo para alguém, ajudar no raciocínio, ou não adicionar nada.
Mas o Divã é meu e quem fala sou eu.
domingo, 14 de agosto de 2011

"Blue Cow" e a Palhaçada

Caro leitor,

Se você gostou muito da palhaçada que foi o evento e não da palhaçada que foi ao evento, recomendo que pare por aqui a leitura. Tenha um Bom Dia!


...por outro lado, se você foi um daqueles que não concordou com algumas coisas, que foram ditas e feitas ou não gostou do fato de algumas coisas não terem sido ditas e feitas, bem sugiro que continue lendo, inclusive, RECOMENDO FORTEMENTE, para que toda a idéia possa ser passada de forma integral, sem perda de emoção que acesse os links e na ordem que aparecerem no texto.

Obrigado e boa leitura.
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É a primeira vez que o "Red Bull - Arte do Movimento" vem ao Brasil, e já chegou arregaçando. Foi um evento divertido, quem acompanhou a olho nu ou via transmissão ao vivo, pôde se maravilhar com os movimentos de gringos e troianos, digo, brasileiros. Vários destaques houveram essa noite, não citarei nomes, pois posso vir a gerar conflito de opiniões, mas uma coisa pode ser inferida sem sombra de dúvida: Representamos. Não digo isso pra encher bola e ganhar "likes", digo isso porque meus olhos brilharam com o que viram! Lindo demais!


Primeira edição na qual houve a participação feminina entre os competidores e a Luci Romberg mostrou que não veio à passeio! Sugiro que procurem vídeos na internet, não confiem em minhas palavras piamente, vejam por si só e tirem suas próprias conclusões.

Pipolo foi o comentarista de dentro do Parkour. Confesso que em alguns momentos lembrei do Gil Brother(Away) na aula de Código Penal("MEU ALUNO VOCÊ ESTÁ DEFECANDO PELA BOCA"). Não o culpo, uma vez que julgo ser sua primeira vez como comentarista convidado/contratado para um evento de tal calibre com transmissão internacional e isso, pra mim, é o suficiente pra deixar uma grande maioria de pernas bambas e de voz trêmula. Sendo que eu mesmo costumava gaguejar quando tinha que declamar poesias no ensino fundamental pruma classe de 30 alunos. Não concordei com algumas coisas que o Pipolo disse, entretanto não posso deixar de parabenizá-lo tanto por participar do evento, uma pessoa que me pareceu adequada(talvez não a mais adequada, mas adequada
) e ainda que, sob pressão teve boa desenvoltura com as palavras. Parabéns pela performance nos comentários Pipolo!

Um ponto forte da noite pra mim foi...quando o E.M.I.C.I.D.A. entrou em cena(ou roubou a cena?). Gostei do improviso dele, do apoio dele ao pessoal do parkour e do "mini-show", curtia Emicida, e nunca tinha ido a nenhum show dele. Gostei e foi 'na faixa' ainda por cima!

Agora...vamos ao que interessa. Enqüanto Emicida cantava as suas idéias de um lado, do outro, pessoas planejavam se fazer serem ouvidas, de uma fo
rma...ou de outra... todavia não verbalmente, mas visualmente, Literalmente. Eis que prostrado atrás de um cameram, vejo alguns dos meus compatriotas subirem pelas estruturas vestidos de branco e com máscaras brancas com narizes de palhaç
o atarracados e ,cada qual, com dois pedaços curtos de fita isolante, que, em 'x', estavam postos sobre o local onde, pressupostamente, seria a boca da máscara.(Vide Obs.2) Fita isolante...literalmente, o intuito era silenciar os "palhaços". Intuito este, que a Red B... digo, não foi atingido, por quem quer que o quisesse fazer. Principalmente, pois a repercussão, que talvez nem mesmo os mascarados esperassem que fosse atingida, foi de palpitar os espíritos.
Depois do Emicida, foi a vez do povo roubar a cena, os "palhaços" que eram em dez~doze, mais ou menos, surgiram da multidão e atravessando a cerca de contenção começaram a escalar a estrutura do evento. No começo não havia entendido o que era aquilo, pra mim fazia parte do evento, como liberar a estrutura durante 10 minutos pr
os caras fazerem uma demonstração. De fato foi uma demonstração... uma do poder de uma idéia. Conforme os mascarados subiram e demonstraram sua insatisfação com algo que parecia estar sendo omitido. O "povo"(traceurs da primeira fila), como diria o próprio E.M.I.C.I.D.A.:
"Partiram pû arrebento"
...e começaram a varar a grade de contenção e escalar a estrutura lado a lado, algo como a Tomada da Bastilha foi para os franceses na época...o início da Revolução. Foi de nos fazer sorrir com os olhos!

Se o E.M.I.C.I.D.A. tivesse cantado Avua Besouro enquanto a palhaçada subia seria bem loco:
"
Refrão:
Já é hora do jogo virar, a nosso favor, né?
Faça o favor Zé, pras rima trincar
Não sai pra rua se não sabe brincar, morô?
Já é hora do jogo virar
Disposto, na sede, meu caso é grave
Eles qué sacudir a rede, eu vim pra arrancar a trave
"

Os seguranças tiveram que se mobilizar para impedir que todo o resto entrasse, mas o estrago já tava feito né? (Gargalhadas altas e sonoras)

O evento pareceu ter mais vida depois disso.

Seguiu-se a final, com a participação de oito dos vinte participantes iniciais. Vou falar sim e não quero saber, teve coisa muito linda de se ver entre os brazucas e o pódio eu num vou nem citar, não por desconsideração do desempenho dos gringos do pódio, mas pela falta de consideração por parte da Staff do evento que se quer fez uma menção de participantes que se destacaram ou coisa do gênero, rapaziada braba das terras tupiniq
uins representou. Não pra puxar a brasa pra minha sardinha e ganhar "Likes", recomendo que procurem vídeos do evento na internet e confiram com seus próprios olhos o que digo.


Isso é tudo, lembrando que eu tô contando a minha versão e ressaltando o que eu gostei. Não sou de ficar narrando quantas firuleta num sei que
m fazia enquanto fazia não sei o que, apesar de apreciar ver.



Além de palhaços para uma platéia, o fazemos mudos. A máscara sintetiza bem, não só o "power to the traceurs", mas também o "power to the people" de uma forma geral. Pelo que conversei com alguns envolvidos com a máscara, que participaram até da "Marcha pela Liberdade", ela em síntese representa as máscaras que estamos vestindo. Vários indivíduos iguais, palhaços e mudos. Entretanto, até quando? Quando chegará a hora que poderemos como no "V for Vendetta"(V de Vingança) tirar nossas máscaras e quebrá-las?
...
Até quando a fita isolante, isolará nossas palavras, nossos pensamentos?

Esta meu caro amigo...
...é a cara da Revolução.


Pedro Ricardo Bronze.

Editado 17 de agosto de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011

Atualizando 28/06/2011



Sejam bem-vindos caros leitores a mais um artigo egoísta, no blog do

bronze, sobre ninguém além do Bronze.

Venho por meio deste, registrar e vos informar sobre minha situação atual.
Como alguns de nós sabemos, agora meu endereço fixo mudou para Santo André, por motivos acadêmicos inclusive. Estou cursando o BC&T(Bacharelado em Ciência e Tecnologia) na UFABC(Universidade Federal do ABC). Um curso com formação bem ampla, permeando os conhecimentos que dizem respeito as áreas de Engenharia, Computação, Matemática, Biologia, Química e Física, principalmente.


Tive algumas dificuldades iniciais, mas tenho solapado dia após dia, semana após semana, essas dificuldades.


De finais de semana tenho descido a serra pra voltar a Santos. Onde a temperatura é bem mais agradável que aqui.(Previsão de hoje de manhã: Máxima de 14ºC, Mínima de 4ºC, com uma refrescante geada matutina.)
Sobre meus treinos, tenho seguido o Convict Conditioning, por sinal, é um dos "protocolos" que tenho obtido mais êxito em termos de durabilidade. Como alguns sabem: tenho que melhorar meu índice de PD('Pau-Dentro') com algumas atividades que realizo. Treinei parkour algumas vezes pela região, a qual comparada a Santos é riquíssima em "obstáculos". Apesar de pobríssima em qualidade do ar, o que é um fator agravante para atividades físicas ao ar livre(...de saúde). Além de parkour, amarrei minha corda e andei nela algumas vezes.
Terminei de ler um livro que adquiri recentemente, A Sabedoria do Guerreiro Pacífico de Dan Millman. Elucida alguns pontos do famoso, O caminho do Guerreiro Pacífico. Gostei bastante, de certa forma, serviu de marco para visualizar de forma diferente a jornada que percorro.

Culinária. Tenho aprimorado com êxito, minhas habilidades gastronômica
s. Aprendendo pratos aos fins de semana na casa da Coruja(Minha mãe) e reproduzindo-os em território "Sant'andrense" durante a semana. Já cozinhei, inclusive, para algumas pessoas que não eu e ao que parece o paladar acompanha a imagem em termos de qualidade.





...
Acho que comecei a entender melhor a concepção de 'espírito', no sentido de ter um 'espírito forte'.
domingo, 12 de junho de 2011

Convict Conditioning VS S.C.T.

Se és entusiasta das parafernalhas do S.C.T(Sistemas Capitalistas de Treinamento), é pena, o texto é exatamente sobre essa lixarada toda.


Recentemente compareci a 21ª Fitness Brasil Internacional e vi de tudo por lá relacionado ao movimento fitness-capitalista. De pesos a livros passando por roupas, suplementos, tênis, sapato-que-kicka, os Body System e as famosas geringonças. Algumas delas me chamaram muito a atenção, como a tal da Aerobike( que merda é essa, velho?)e as aulas de pilates.

Parece que passaram num ferro velho juntaram duas estopas de encerar carro, uns canos de ferro, uns pedaços de madeira, uma maca velha, correntes, dobradiças e sobrevalorizaram o preço, em demasia, do produto final. Não estou falando da eficiência de pilates, só que muito pode ser feito só com o próprio corpo, de alongamento, fortalecimento e relaxamento e não digo sobre repetições infinitas de bodyweight's ou ficar se alongando no parquinho.

Para isso trago um livro que li recentemente e que fala sobre exercícios Bodyweight e treinamento de Força e não de resistência apenas. Altamente recomendado, caso tenha interesse e o link esteja quebrado me contate para que possa passá-lo adiante, caro leitor.

Recentemente li o livro Convict Condictioning (Condicionamento de Presidiário), não só por isso estou criticando a pilateragem ("pilantragem+pilates") e outras vertentes do fitness. Um livro sobre um ex-presidiário que aprendeu muito sobre treinamento de força, durante longos 20 anos dentro de várias, das mais tenebrosas, penitenciárias dos Estados Unidos da América. Tudo isso, valendo-se, apenas, de exercícios calistênicos e, acredite, ele ensina com maestria no livro. Com um método muito bom, "zero to hero" ("de zero a herói"= do vovô até o ginasta de elite.), ele consegue atingir os diferentes níveis de condicionamento. Ainda apresenta como realizar os exercícios com fotos e fala sobre pequenos detalhes que fazem muita diferença no resultado final.

Em resumo, é uma "Bíblia da Calistenia" e porque não dizer que serve de base pra muitas, para não dizer todas, as atividades físicas.
segunda-feira, 9 de maio de 2011

Valores Materiais

"
Capitalismo x Natureza Humana
Livre-se de suas coisas, elas te prendem.
"It's only when we've lost everything, that we can do anything"
Às vezes, me sinto preso aos meus pertences, as obrigações etc.
Tenho vontade de chegar em casa qualquer dia, por uma mochila nas costas e ir me aventurar em algum lugar qql. Mas sinto-me preso, como ter um carro e ir dormir toda noite preocupado se vão levá-lô, você fica preso aquilo.
"The things you own, will start to own you."

Lembro que um tempo atrás vi uma notícia de um artista que pegou todos os seus pertences, e numa "exposição" de arte ele chamou 2 ajudantes acho e começou a destruir tudo. Ofereceram até várias coisas para ele, queriam que ele repetisse essa façanha em outro exposição, ao que ele respondeu: "Isso" só se faz uma vez.
"

Isso foi o que escrevi em 25/05/10, ainda me sinto assim, temos bens e nos preocupamos com eles, poderemos acabar, mesmo que não parece, vivendo em função dessas coisas materiais.


"Ter um grande estoque é bom, mas ter uma terra fértil é melhor ainda.
-Pedro Ricardo Bronze"

Se despirmos alguns empresários, amanhã, de seus bens, quantos deles tem o que é preciso para simplesmente voltar àquela fortuna ou ao menos uma vida de abundância?


Fluxo de consciência:

A vida é vida quando flui, quando acumula é câncer.
Ter um grande estoque é bom, mas ter uma terra fértil é melhor ainda.
As habilidades intrínsecas tem peso maior quando comparado ao acúmulo externo de qualquer gênero de bens que seja.
Acho que é um bom exercício imaginar como seria se fôssemos despidos de tudo que temos... se pegar fogo na sua casa e todas as suas economias acabarem? Se suas contas forem bloqueadas? Sejam elas bancárias, ou daquele jogo que você acumulou bilhões de zenys ou gp's?
"Um mecânico é um mecânico, na guerra ou na paz, aqui ou lá. Um homem rico que só tem a sua riqueza, é rico em época de paz, mas e na guerra? e aqui? e lá?"

Muitas vezes me pergunto se houver um apagão geral, ou uma nova guerra...Acho que as habilidades internas são algumas das coisas mais importantes e digo inclusive das mais simples em termos de sobrevivência, fazer fogo, se orientar pelas estrelas, caça, pesca. Tenho certeza que numa situação assim poucos saberiam se virar com desenvoltura.

Tentei fazer fogo à la moda Bear Grills( À prova de tudo, Discovery Channel), lançando mão de um graveto reto um base de madeira sólida e palha. É muito complicado, eu consegui usando uma lupa e com a ajuda do Sol. Depois meu tio veio e me perguntou: "Será que não seria melhor pôr um pouco de areia pra gerar mais atrito?". Gênio! Pretendo aprender algumas dessas habilidades básicas de sobrevivência.

Até breve,

09 de maio de 2011, 18:50, Pedro Ricardo Bronze
terça-feira, 3 de maio de 2011

UFABC - Atualizando 03/05/2011

Arranjei o apartamento, vou dividir com um colega meu. Relativamente próximo à Faculdade, já andei dando uma olhada numas praças ali por perto e descobri um paraíso chamado "Parque da Criança"...


... tava dirigindo o carro olhei pro lado vi isso, meus olhos vidraram nisso.

Além disso tem outras pequenas coisas aqui e ali.

Estou seguindo (...e MUITO FELIZ) um plano de treino calistênico do Convict Conditioning (Link pra download). Estou de fato bem empolgado com o método (Calistenia Progressiva) apresentado no livro, que culmina em movimentos como OAC, OAHSPU, Pistol etc(vide rodapé). Estou seguindo ele faz duas semanas hoje e tô curtindo, treino com uma felicidade fora do comum.

Fora isso, um pouco de ansiedade, o dia tá chegando, pretendo subir dia 11~12, ou seja, falta pouco mais de uma semana. Lembrando que as aulas começam dia 23 e que na semana anterior tem a tal da 'semana da integração'. Vou passar o próximo fds em Sorocaba, dia das mães e niver da minha também.



OAC = One Arm Chin Up(Barra cum braço)
OAHSPU = One Arm Hand Stan Push Up(Flexão na Parada de mão com um braço)
Pistol = One Leg Deep Squat(Agachamento fundo com uma perna)
sábado, 23 de abril de 2011

A metade do caminho

A metade do caminho, onde fica?

Do filme "Legend of the Guardians"(A Lenda dos Guardiões):
"When you've flown as far as you can, you're halfway there!"(Quando você tiver voado o mais longe que puder, você estará na metade do caminho!"

Será que de fato a metade do caminho fica aos 5km duma corrida de 10?
Será que subir até o 6º andar de um prédio de 12 é classificado como metade do caminho?
Pra termos técnicos, não há dúvidas, mas as mesmas leis e padrões não se aplicam à esfera que estou prestes a tratar.


Se você pensa que subir 4400 metros dos 8843 do Everest significa a metade, engana-se você...
O acampamento-base para se ter uma idéia fica localizado por volta dos 5364 metros, e ainda sim, isso não significa que alguém que subiu até aí, escalou o Everest até a 'metade'. Se fosse tão simples, como uma contagem métrica, casos de pessoas que desistem a 100 metros do cume não seriam verdade ("Já subiu 8700 metros e agora desiste?").

A metade não é física, a metade tem de ser contada pelo esforço.

A metade não é o ponto onde a distância ou o tempo para ambos os lados são os mesmos, a metade vai muito além. Acredito que está bem mais relacionada ao esforço sob pressão psicológica, física, do que a quantidade em tempo ou distância até um objetivo. Exemplifiquemos.

"Me proponho a fazer 500 climb ups num muro. Eu chego aos 100 estou um pouco cansado, mãos talvez ainda inteiras (eu disse: 'talvez'), meu corpo ainda está hidratado e bem nutrido. OK. Chego aos 250, mãos, provavelmente, rasgadas, a fadiga já começou a pesar faz um tempo, desidratado, ofegante e glicemia baixa. Daqui pra frente 'só' faltam 250, afinal já cheguei à metade..."

Alguns fatores que foram desprezados nessa análise e que são primordiais quando analisamos situações como esta, são:
-Fadiga do sistema locomotor;
-Fome;
-Sede;
-Condição psicológica("Será que vou terminar? E se eu num terminar?Pra quê tudo isso?" O subconsciente tentando bancar o 'advogado do diabo' pra fazer com que o consciente desista e vá pra casa.);
-Adversidades externas, sejam elas:
*calos rasgado;
*suor escorregando a mão;
*temperatura ambiente(muito calor ou muito frio);
*chuva: tanto fisicamente falando (Escorregar a mão), quanto o fator psicológico( "Vou me molhar, vou ficar gripado, tá mais difícil!"[bixices à parte])

O esforço tem um papel muito mais importante na definição da metade do caminho do que a distância em si. Alguns, para completar um desafio que demanda o despreendimento de todo seu esforço, só vão atingir a 'metade' quando tiverem passado bem além da marca do meio da corrida. Alguns vão chegar aos 400 climb ups e vão perceber que aí é a metade do caminho e que, agora, os últimos 100 tem um 'peso' que se equipara ao 'peso' que os 400 primeiros tiveram.

Para outros, os 500 climbs não representem se quer '100% de esforço'.Têm seu valor.

Para outros, ainda, a metade fica abaixo dos 250... estes por sua vez terão de desprender mais do que 'apenas' o 100%, eis que haverão de empurrar o limite para algum outro ponto mais distante. Estes sim, acredito, são guerreiros de grande valor.


"A metade portanto não é o ponto onde as distâncias ou os tempos se equiparam, a metade é onde os esforços se equiparam."


Pedro Ricardo Bronze

Conceito Limitado

Lembro que ouvi uma vez um troço mais ou menos assim:
"Vamo brincar de pega-pega parkour."
Hoje parei pra pensar nisso, porque ontem por acaso brinquei de pega-pega.
Percebi esse Conceito Limitado que divide as coisas, classificando-as e rotulando-as.
Nesse caso, o Parkour é visto como uma compilação de manobras.
E se eu brincar de pega-pega num local onde o terreno é plano. Não poderei fazer parkour?

Quem já jogou Assassin's Creed, é como estar no high profile (modo parkour). Entretanto o meio mais eficiente para se chegar a algum lugar sem ser notado pelos guardas é justamente andar cabisbaixo e lentamente(low profile) fingindo ser um aceta e não sair correndo pelos telhados e tudo o mais.
E não seria isso, "Ir de um local ao outro de forma eficiente utilizando seu corpo"?...ninguém disse que precisava ser correndo. Idem Idem em situações da vida cotidiana.

Não levemos em conta apenas a parte física de correr e "pular os obstáculos". Levemos em consideração também os fatos que, por exemplo, estamos numa área onde simplesmente seremos parados se corrermos, logo não seria mais eficiente andarmos? Ainda que pensando fisicamente isso fosse contra-produtivo?

Portanto, parece que parkour se assemelha a algo como:" A arte de ser o mais eficiente possível para se atingir um objetivo, dadas as circunstâncias físicas e não físicas."


Recentemente esse ponto veio à tona nos meus pensamentos, antes pensava isso mas de uma forma indireta sem separar e pensar sobre diretamente.

Locomoção, todos fazemos parkour quer queiramos ou não, quer rejeitemos e expurgemos o parkour ou não. Ainda que seja para entrar num elevador ou carro. Ainda que o utilizemos de forma "preguiçosa".

P.S.: Pode ser que eu tenha falado um monte de asneiras e que você, caro leitor, já tenha refletido nesse ponto...entretanto reservo-me ao direito de usar este blog como divã ou até como uma "penseira"(daquelas do Harry Potter).

Pedestre andando:
"Ei, tá fazendo o Le Parkour?"
Ao que se responde:
"Sim, e ao que tudo indica você também meu caro!"

Pedro Ricardo Bronze
quarta-feira, 23 de março de 2011

UFABC

Passei na UFABC(Universidade Federal do ABC) faz um tempo já. Já me matriculei e agora estou à espera do começo das aulas. Alguns sabem outros não, mas vou me mudar pra lá.

Não sei exatamente quando me mudo estou procurando o local onde vou descansar o corpo às noites e nos intervalos longos entre as aulas. Isso! Não achei o apê/república pra ficar ainda.

Só informando que daqui a algumas semanas estarei mudando de endereço e provavelmente arranjando companheiros de treino novos também.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

...2010[off].[on]2011...

Terminou o ano de 2010.
Conferi algumas metas que tinha escrito para 2010.
Algumas atingi, outras eu não, entretanto subi alguns degraus em direção à meta. Outras eu não atingi mesmo.

Tenho um problema com foco. Disperso a atenção com facilidade, começo a solapar várias grandes intenções e, por conta disso, acabo por não realizar plenamente, nem a menor das ações.
Se eu realizasse metade das coisas que pretendo, eu já seria uma pessoa/tracer/filho/amigo bem "melhor".

"É melhor dizer, Eu fiz esta única coisa do que dizer, Eu me interessei por estas 40 coisas. "
( Washington Gladden )

Estou revendo alguns pontos, tanto sobre metas, quanto sobre esse problema com foco.
Ultimamente, penso sobre novas metas e como subdividí-las em objetivos menores para aumentar minha taxa de sucesso.

Por enquanto é só.

Pedro Ricardo Bronze.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

[Reflexão]Ignorância e como lidar de forma útil.

Num dado trecho da ciclovia pelo qual vou para o cursinho todos os dias, me deparei com um pedestre que ia atravessando desatentamente na "faixa de pedestres" da ciclovia. A princípio já me veio a mente chamar a atenção da pessoa com um assovio, ou um "Epa!"/"Ow!", enfim...

Então me perguntei se não seria melhor que me mantivesse calado, enquanto o pedestre, alguns metros a frente, terminasse seu percurso. Teria que desviar um pouco, mas não seria problema, visto que não vinha ninguém da outra direção e (o ponto principal do artigo): que a pessoa continuasse no seu trajeto, sem ver a bicicleta e portanto sem possíveis ações inesperadas.

Vamos ao que interessa,

A questão é até que ponto manter uma pessoa ignorante de determinado fato, facilita para que possamos lidar melhor com determinada situação? Se você está correndo e começa a avisar um pedestre ignorante(do fato que você está ali atrás dele):
"EI EI EI AMIGO TÔ CORRENDO AQUI OLHA VO PASSAR DO SEU LADO!!"
Não é pior?

Se o pedestre é avisado, provavelmente tentaria reagir desesperadamente, tentanto voltar, continuar adiante, ficar parado ou até ziguezaguear tentando escapar da bicicleta. Isso provavelmente aumentaria as chances de um acidente. Já por outro lado, se mantemô-lo(?) desinformado (ignorando os fatos) torna-se muito mais previsível sua ação: Continuar atravessando a faixa.

Isso pode ser aplicado a outras coisas não só no campo "físico", mas manter uma pessoa desinformada de determinada coisa facilita de alguma forma o jeito que precisará ser tratada a situação.

Pense nisso,

Pedro Ricardo Bronze
domingo, 29 de agosto de 2010

Parkour Verde

Hoje,
Domingo, 29 de agosto de 2010 sai correndo de casa para pegar um ônibus.

Pensei que a Av. da praia estava interditada e após algum tempo pensando se deveria ou não ir a pé eu decidi.

Tirei o "tênis" a camisa dobrei a calça pus o que sobrou na mochila e sai correndo do ponto de ônibus em frente a Av. Ana Costa rumo a Ponte dos Práticos 4.5km adiante.

Cheguei em tempo 9h20, estava marcado para no máximo 9h30. Ainda esperamos o Biel, então partimos. Eu, D2, Jéssica e Biel atravessamos de barquinho pra "Pouca Farinha".
Andamos e andamos para chegar na trilha coisa de uns 900 metros em ruazinhas e talz.
Uma trilha no meio do mato mesmo, com subidas e descidas e suidas e uma bica e descidas e subidas. Chegamos ao destino, Praia do Sangava, então começamos a recolher o lixo.
Garrafas PET, chinelos, Shampoo, camisinha NÃO-usada e fechada na embalagem, 2 por sinal, muito isopor, sacolas, plásticos, lata de cerveja, desodorante, tampa de garrafa, pedaço de caixa de micro system, etc.

Enchemos três sacos de 100L até a boca e mais dois grandes das lojas americanas. Isso só pra dar uma limpada. Lá tem muito lixo. Muito lixo eu disse!

Depois tivemos de voltar tudo, até a "Pouca Farinha", com os sacos de lixo e deixar num local onde há coleta de lixo. Doeu, suei alguns litros, entretando foi maravilhoso.
Uma das poucas trilhas que já fiz e acho que o primeiro mutirão que participei, ambos os primeiros de muitos.

Pude ver de perto a situação de pessoas que moram na "Pouca Farinha", como é precária, a experiência me adicionou algo com certeza.

Obrigado ao D2, ao Biel e a Jéssica que segundos os dois parece ter evoluído e resistiu bravamente até o fim.

Pedro Ricardo 'Bronze'